Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Chegamos ao inevitável: Esquerda com "E" grande!

Francisco Louçã e Manuel Alegre

 

Hoje fiquei muito contente por ter visto mais uma prova de como a política é um jogo, que apesar de ter uma tendência a longo prazo, é completamente cíclica a curto e médio prazo, quando ouvi Francisco Louça apoiar uma futura candidatura presidencial de Manuel Alegre.

 

Depois da esquerda centrista europeia ter conseguido conquistar (e nalguns casos, quase ter conquistado) um surpreendente número de líderes estatais desde há uns 6 anos para cá (vejamos só Sócrates, Zapatero, uma pseudo-Merckel e uma quase Ségolene) eis que se veio confirmar a derrota da esquerda europeia nestas últimas eleições, como era necessário para confirmar o ciclo.

 

Portugal, atrasado como sempre, apesar de ter tido um partido de direita vitorioso (o PPD-PSD), a direita como um todo sofreu uma fortíssima derrota, com o aparecimento de uma grande massa crítica de votos à esquerda do PS e, se considerarmos o PS de esquerda como consideramos o PPD-PSD de direita, então o número de deputados e votos da primeira, largamente supe­rou os da direita.

 

Ora isto só ajuda a alimentar as esperanças de que, o ciclo irá fazer girar a faca e o queijo para a esquerda. Mas quando? E confirmações?

 

Ainda não sabemos se as Legislativas e as Autárquicas serão no mesmo dia, no entanto, sabemos que apesar do PSD ter uma vantagem nas autárquicas, ambos os resultados estão muitíssimo renhidos e a ser activamente disputados pelos partidos do Centrão.

 

Assumindo hipoteticamente que as eleições são no mesmo dia, é claro que as Legislativas irão impor a sua influência e ordem de importância sobre as Autárquicas e haverá um efeito de propagação dos resultados das primeiras sobre as segundas, sendo que é bem provável que o vencedor de uma seja o vencedor das duas. Neste cenário, o Centrão iria ganhar votos nas autárquicas devido às pressões partidárias e a uma outra multiplicidade de efeitos derivados das legislativas.

 

Assumindo hipoteticamente que as eleições são em dias diferentes, os efeitos são completamente diferentes. Como falei num artigo recente, o factor governabilidade junto do eleitorado do PS, bem como o factor animosidade contra Manuela Ferreira Leite irão ajudar José Sócrates a conquistar uma leve vitória (lembrem-se, hipoteticamente) e permitem o PSD jogar todas as suas cartadas para assegurar uma grande vantagem nos municípios portugueses.

 

E os restantes partidos, que é feito deles? Ou muito me engano, ou a “porrada publicitária” entre os dois partidos vai ser tão grande que os restantes partidos irão ficar, injustamente atirados para o segundo plano e, conjuntamente com o favorecimento que a abstenção normalmente dá a estes, irão manter ou perder as suas quotas de votos.

 

No entanto, Francisco Louça veio fazer aquilo que, na minha humilde opinião já deveria ter sido feito há 4 anos atrás e que, se calhar nessa altura, teria proporcionado um crescimento muito maior e, ainda perfeitamente sustentado, do seu Bloco de Esquerda.

Francisco Louça veio, publicamente apaziguar esses milhentos indecisos no seu liberalismo social que nem uma árvore dançante ao vento, que nas últimas presidenciais fugiram às estúpidas máquinas partidárias e votaram de acordo com a sua própria opinião.

Francisco Louça veio, recentemente, afirmar a sua opinião de apoio a uma eventual candidatura presidencial de Manuel Alegre.

 

Ora bem, este facto para mim só tem 3 conclusões simples:

 

- Depois de uma governação pateticamente apagada por parte de Cavaco Silva, em que mais que fantoche do Governo este foi um elo de ligação com a oposição, a população pouco ou nada sabe da sua governação e como tal, continuará a votar nele com a mesma mística de mistério com a qual votou nos seus programas dúbios e não-esclarecedores na sua candidatura inicial. Tanto mais ainda que este é provavelmente o único ponto em que a Direita, desunida e de costas voltadas, ainda concorda. Depois de Manuela Ferreira Leite “ponderar” governar sem coligações (de forma um pouco gananciosa ou verdadeira, tirando assim uma boa capacidade de ganhar as eleições) Paulo Portas pondera como exercer a sua influência junto do PSD numas eleições que não as Autárquicas.

 

- O Partido Socialista, não o fez nas últimas eleições, nem nunca o fará enquanto Manuel Alegre continuar a ser o inconformado que nem pelo seu próprio partido pode ser calado. O PS não o apoiará na sua candidatura e este irá que trazer a sua maior arma para que uma candidatura falhada não seja o princípio do fim para essa “esquerda do cansaço”. Ora bem, sendo que o panorama na altura era “relativamente” parecido e assumindo que o Mário Soares é o mais mediático e lendário político que o PS alguma vez teve e terá, eu acredito que este tenha sido a sua grande arma. Portanto, a não ser que estes tragam um Mário Soares 30 anos mais novo e com mais 30% dos votos ao brandar gritos anti-sócrates, duvido que o PS tenha alguma hipótese em ganhar as presidenciais, pelo que a única restante alternativa do PS será trazer do reino dos mortos (ou seja, a ONU) o Santo António Guterres, padroeiro da memória curta dos portugueses (esperem aí, não foi ele que já apareceu nuns cartazes do PS já nestas eleições? Será isso um sinal?)

 

- Finalmente, o ponto mais entusiasmante derivado desta notícia é sem dúvida o facto de finalmente vermos a Esquerda, com “E” grande, unida como já não se via desde a 4ª internacional! Fraccionada entre milhentas mini-seitas marxistas / leninistas / trotskistas / maoistas / socialistas, esta tem sempre sofrido pela divisão entre as suas raízes e uma aproximação do PS para uma governabilidade de “mal menor”. No entanto, finalmente, hoje conseguimos ver uma grande ameaça de uma esquerda reforçada pelos últimos resultados políticos e inspirados pelas declarações de Francisco Louça.

 

Depois de anos de namoriscos de corredor, piscares de olhos de assembleias e flirts de municípios, o Bloco finalmente assumiu algo que apenas se pode concretizar como um namoro de intenções sérias com a facção, ainda muito grande, divisória do PS liderada por Manuela Alegre (que conta com um ainda activo Movimento pela Cidadania).

 

Depois dos separatistas comunistas há algum tempo atrás, parece que o gosto por divorciados, do Bloco de Esquerda, está outra vez activo e vai fazer tremer a Direita e aquilo que restará do PS nas presidenciais.

 

Será que temos um poeta como presidente? Só falta Manuel Alegre aceitar a corte do Bloco.

Mood:: Entusiasmadamente Sonhador
Música: The Cure - 39
Por Parleone às 17:05
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Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

O duelo entre Sócrates e Ferreira Leite, arbitrado por Cavaco Silva, nun ringue perto de si

Está aberta nova guerra entre os principais partidos em Portugal. PSD defende que as eleições Legislativas e Autárquicas devem ser realizadas no mesmo dia, por seu turno, o PS defende datas separadas, sendo certo que as Autárquicas, que dependem de José Sócrates, em Outubro, depois das Legislativas em Agosto ou Setembro.

 

Não me é difícil perceber tal diferendo. É que, como bem sabemos, o PSD é o partido dominante nas autarquias em Portugal – é – facto! – o partido que, sozinho em alguns Concelhos, e em coligação com o CDS noutros, mais Câmaras tem arrecadado nos últimos actos eleitorais autárquicos. Mais, por norma, o partido que ganha Porto e Lisboa, ganha o resto do país.

 

Sabemos que, infelizmente para uns, felizmente para mim, Rui Rio tem tudo para voltar a vencer as eleições no Porto; e nas últimas eleições europeias o PSD foi o partido mais votado em Lisboa abrindo caminho – infelizmente para uns, novamente felizmente para mim – a uma possível vitória de Pedro Santana Lopes em Lisboa. Reunidas condições normais, eu aposto que o PSD ganha as próximas eleições autárquicas, e como dizia o outro, em condições anormais, também aposto que o PSD as vai ganhar.

 

Ora o que tem isto a ver com o prólogo deste artigo? Tudo.

 

É que se as contas são relativamente fáceis de fazer para as eleições autárquicas, já quanto às legislativas elas são mais complexas. E José Sócrates sabe disso. E Manuela Ferreira Leite sabe também. Sabemos que o resultado de umas eleições próximas de outras, podem influenciar o resultado das segundas. Então, com a vitória do PSD nas europeias o partido da social-democracia pode ver-se, neste momento, a discutir ombro a ombro as eleições para a Assembleia da República; se as eleições fossem no mesmo dia, então, com a onda laranja a pintar o mapa autárquico português, o PS podia ver sacrificado, por arrasto, o resultado das legislativas. Mas se as eleições forem separadas – como quer o PS – então uma ainda possível e, talvez, provável vitória socialista nas legislativas é que poderia eventualmente resultar num mal menor para o PS no resultado eleitoral autárquico de Outubro.

 

Jogos partidários à parte, defendo, como cidadão, que as eleições sejam realizadas em dias diferentes. Bem sei que o custo seria duplicado; bem sei que podia ter efeitos negativos na abstenção; mas também sei que pode gerar confusão aos eleitores terem quatro boletins de voto à sua frente num só dia: Assembleia de Freguesia, Assembleia Municipal, Executivo Camarário e Assembleia da República.

 

Mas também sei que José Sócrates e Manuela Ferreira Leite têm – e têm mesmo! – que fazer outras contas. E está aqui a razão por que não se entendem quanto à data das eleições. Resta saber o que decidirá o dr. Cavaco Silva. Tenho para mim que optará pela modalidade de eleições separadas. Vá lá saber-se porquê.

Por Don Corleone às 11:34
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Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Governabilidade é palavra cara para "chico-espertice"!

 

Acredito que todos aqui já estiveram parados numa auto-estrada cheia de imensas filas e, de repente, à direita e fora da faixa surge o mui lusitano e claramente conhecido "chico-esperto" que ultrapassa tudo e todos para chegar a casa mais rápido para garantir o seu lugar no sofá a ver TV. Ora bem, de facto não é uma grande conclusão, mas já não me lembrava como a política portuguesa está cheia destes senhores "chico-espertos".

 

Porquê?

 

Vimos batalhas e guerras, sangue e suor e gritos de independência (do tipo Ipiranga mas versão política Portuguesa) de todos os eixos e quadrantes políticos possíveis, demarcando-se claramente longe de todas as outras alternativas por serem de má governância e de distante coerência ideológica.

 

Pois não é que, os afamados resultados das senhoras europeias, nos deram o vislumbre de um país descontente com o governo de Sócrates e com algumas possibilidades para Manuela Ferreira Leite, e vemos logo os "chico-espertos" já a ultrapassar pela direita fora da estrada para ter o seu lugarzinho do sofá.

 

Ora bem, Paulo Rangel, líder da bancada parlamentar do PSD e recém-cabeça-de-lista às Europeias tornado Eurodeputado veio já dizer que (como se ele fosse Manuela Ferreira Leite) sem sombras de dúvida, se o PSD necessitar de um parceiro para assegurar a governabilidade então este será o CDS-PP. Muito bem! Agora é só esperar o grito ruidoso e a declaração rasgada, "à lá Europeias", de distanciamento político e de total reprovação de qualquer associação com um dos partidos da corda-bâmba política dos últimos anos e que tanto tem prejudicado a classe média e os pequenos empresários deste país, por parte do CDS-PP.

 

Mas não! Paulo Portas, Diogo Feio e tantos outros (quiçá mesmo um Nuno Melo) continuam impávidos e provavelmente a rezar para que a distância entre partidos nas primeiras sondagens (sondagens que eles tanto odiavam e que agora, curiosamente, terão que adorar e acompanhar) seja pouca para que haja necessidade do revivalismo da velhinha AD, ou então da neo-AD de Barroso.

 

Pior, vemos desde já os tais partidozecos que tanto bradaram por diferenciamento e como sendo alternativos seriamente a pensar nas típicas parcerias com os "grandes". O PPM veio recentemente declarar como positiva a sua intenção de parceria com o PSD, para depois das legislativas (para tentar um "ossinho" ou outro numas câmaras e juntas de freguesias).

 

Mas aquilo que é claramente o ultraje político do mês, é o PS a ver-se às bananas, não com o Jardim e as suas bananas mas com os comentários de Rangel sobre quem é que eles iriam escolher para "seu" parceiro político nas próximas eleições, para que consigam contornar a vontade do povo e assim assegurarem uma governabilidade, ainda que apenas semi-socialista. Ora bem, à esquerda as únicas alternativas seriam Bloco de Esquerda e CDU que seriam, provavelmente, uma bela dor de cabeça para o PS no seu governo. E á direita o que há? MEP? MMS? Nada mais, nada menos que o Partido Social-Democrata!

 

Neste preciso momento, e apesar de uma fuga de votos do afamado "Centrão", o infame "Bloco Central" nunca teve tanta força. Num PS que, com Sócrates, tem virado mais à direita do que com qualquer outro líder, a associação política do PS com PSD para assegurar a tal governabilidade (desculpa de estabilidade para que os típicos políticos fiquem no sofá) está cada vez mais próxima. Ainda por cima porque já tinha há alguns anos sido sugerida por Sampaio e agora por Cavaco Silva. De facto, o grande impulsionador deste "Bloco Central" tem sido mesmo o Presidente da República e entre as "boas-relações" com Sócrates e as "relações familiares" com Manuela Ferreira Leite (foi Cavaco que a convidou para participar na secreta cimeira de Bilderberg) este detêm grande poder em apadrinhar este "Bloco".

 

Claro está que, os "chico-espertos" voltarão a aparecer. Antes dos resultados eleitorais ambas as partes rejeitaram peremptoriamente toda e qualquer associação num Bloco Central devido aos comportamentos e posições das outras partes (eu sei que isto já é chico-espertice) mas quero ver agora, com os resultados sabidos e com a pressão de Belém, se José Sócrates verá o seu trono ameaçado e fará uma coligação, ou se Manuela Ferreira Leite cairá na pesada que os Portugueses não gostam dela e ver-se-á forçada a entrar na Associação do Centralão para conseguir um bocadinho do poder do qual ela tanto tem saudades?

 

Não percam o próximo episódio desta montanha-russa de emoção degradante e controvérsia nojenta, que é a política partidária portuguesa dos dias de hoje, porque nós também não!

 

PS: Aqui vai um conselho para José Sócrates e para muitos outros comentadores da blogoesfera: se calhar seria uma boa altura de chamar à baila Manuel Alegre e o seu grupo de descontentes a que apelidou Movimento de Cidadania!

Mood:: Prestes a vomitar!
Música: Hybrid - Higher Than A Skyscraper
Por Parleone às 10:09
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Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

O dia seguinte

Sócrates foi o verdadeiro derrotado da noite de ontem. Depois de ter feito uma escolha que eu já tive oportunidade de criticar inúmeras vezes, pode agora saborear, mais uma vez, o amargo da derrota. Provou-o, desde que foi eleito, nas regionais da Madeira, nas autárquicas e nas presidenciais.  Prova-o agora de novo.

 

A direita que Sócrates diz mesquinha, oportunista e incompetente, do passado, et caetera, ficou a um deputado dos 50% daqueles que Portugal elegia. Embora o PS recuse tirar lições internas destas eleições, a verdade é que estes resultados podem e muito bem ser lidos assim. Dos países europeus que foram ontem a votos e que são governados por partidos de direita esses partidos ganharam! Nos países europeus governados à esquerda a esquerda perdeu. A direita ganhou em países onde governa com muita fragilidade, como na Alemanha, Itália e França. A esquerda perdeu em Portugal, mas também em Espanha e no Reino Unido.

 

A esquerda não sabe governar face à crise. E daqui arrolo criticas a toda a esquerda. Porque a esquerda sem dinheiro transforma-se em direita, mas numa direita cega e contrafeita. A esquerda, principalmente a extrema-esquerda bloquista e comunista, o que pretende fazer é sobrecarregar de impostos os empresários, que para eles são maus, e não percebem que com isso os afugentam uma vez que procurarão países com cargas fiscais mais atractivas. E com isto, não percebem que são as empresas que criam postos de trabalho e riqueza para o país. Como é que a esquerda pretende criar postos de trabalho se não a partir de empresários? Aumentando o já demasiado número de funcionários públicos?

 

Sobre a esquerda falarei mais tarde. E principalmente da extrema-esquerda que responde pelo nome de Bloco de Esquerda em Portugal.

 

Mas a direita está de parabéns. O PSD por razoes óbvias, o CDS porque apesar de o quererem matar a cada dia que passa, apesar das sondagens o atirar para a fasquia dos 3%, provou ontem que a estratégia de seriedade de rigor que o sei líder tem vindo a implementar está a chegar à população que começa a perceber quem são os partidos em Portugal que têm argumentos para governar!

Por Don Corleone às 20:39
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O dia antes de ontem.

No Sábado escrevi assim:

 

Encerrou ontem a campanha política para as eleições europeias de 2009. Ao longo desta campanha verificou-se que todos os partidos – todos – se concentraram nas questões de política interna e não maioritariamente em questões relacionadas com a Europa.

 

Se eu fosse candidato, reconheço, teria feito o mesmo. Teria cedido à tentação de usar a campanha como batalha política com o primeiro-ministro actual e com o partido que lhe dá sustento no parlamento. A verdade é que a política é isso mesmo: política. Ora se temos um governo incompetente face à crise – não aquela internacional, mas antes a crise portuguesa, aquela que Portugal vive desde os últimos anos do guterrismo – é normal que se se está a discutir política, se se estão a confrontar os vários partidos em Portugal, não se fique alheio a esse facto.

 

Amanhã (Domingo) vamos saber se o povo alinha na política socrática de show-off, de distribuir Magalhães, de construir grandes investimentos públicos, como OTAs e TGVês que só vão trazer desenvolvimento às cidades já desenvolvidas e, mais uma vez deixam o interior esquecido. Vamos saber se o povo acha que por serem desbaratados computadores para meninos brincarem, através de dinheiros públicos, mesmo que haja, em pleno século XXI, cidades do interior sem energia eléctrica; que por haver um investimento de milhões para ganharmos meia hora na viagem Porto-Lisboa; que por haver mais meia dúzia de auto-estradas Portugal vai ser um país desenvolvido.

 

Amanhã (Domingo) vamos ficar a saber se o povo alinha na política de fantasia de José Sócrates. E daqui quero saudar a campanha da direita portuguesa que tem destacado o papel fundamental das PMEs para desenvolver Portugal, uma vez que são elas a principais produtoras de riqueza, de casos espantosos de inovação e, principalmente, as principais empregadoras deste país. Não se pretende que eu seja imparcial, por isso assumo aqui: o meu voto vai para a direita.

Mood:: Ansioso
Por Don Corleone às 20:38
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Europa V: a chaga dos Portugueses (uma análise diferente aos resultados das Eleições Europeias)


5) Bloco Movimentalista

 

Muito tenho eu falado sobre os neo-pequenos partidos da política recente que deram azo a que o boletim de voto fosse uma folha com 13 alternativas partidárias. Na verdade, já aqui os louvei dando-lhes o mérito de muitos se concentrarem realmente na discussão Europeia enquanto os restantes maioritariamente não se interessavam. E após ver os resultados destes, bem como os parcos resultados de Brancos e Nulos, apenas posso dizer que os mais de 5% de votos que conseguiram ainda são representativos de uma tendência de voto na alternativa. De louvar o resultado do MEP com 1,5%, depois de uma agressiva campanha de alta propaganda tal qual CDU.

 

Mas falo aqui destes partidos pois vi, recentemente, um comentário a um artigo do Público que referia algo que até hoje nunca tinha ouvido: O Bloco Movimentalista – a união entre os neo-pequenos partidos apelidados de Movimentos como o MEP, MPT e MMS (e quem sabe outros que também queiram jogar à bola).

 

Ora pensar que uma nova ordem política crítica de agregação ideológica poderia nascer tendo uma representação automática de 2% a 5% (dependendo dos critérios de inclusão) é sem dúvida um cenário de grande mudança, sendo que o mesmo aconteceu com o Bloco de Esquerda há 10 anos atrás.

 

No entanto, toda esta esperança esfuma-se na divisão ideológica destes pequenos partidos. Não conseguiria ver uma união entre os liberais ambientalistas do MPT e os neo-liberais democratas do MMS. O único que tem uma vantagem (e também uma desvantagem) é o MEP, que devido ao seu discurso de ideologia incerta e não muito clara, se situa numa linha ténue entre uma imagem de PS com pensamentos de PSD, possibilitando por exemplo uma associação ao MMS (mais provável) ou ao MPT (menos provável, devido à história deste movimento). Por sua vez, uma união entre POUS e PCTP-MRPP é impossível devido às suas contínuas diferenças ideológicas nas suas seitas marxistas-leninistas, e uma união entre o MMS e o PNR é igualmente muito distante devido à vertente de organização económica de forma corporativista do primeiro vs. a organização económica social-cooperativista do segundo (derivado das suas inspirações nazis).

 

A única união que veria provável, para além do MEP e MMS, seria a do PH e do MPT (e quem sabe possivelmente destes dois no Bloco de Esquerda) devido às não contradições entre eles e uma relativa correlação ideológica. Apesar da primeira alternativa ser desastrosa, pois apenas iria resultar numa menor alternativa (visto que ambos os partidos têm potencial para crescer e tiveram bons resultados dentros dos pequenos partidos), a segunda iria fomentar um crescimento agressivo de uma esquerda já bem representada no Bloco de Esquerda, deixando-o mais concentrado em ganhar eleitorado ao PS e crescer como partido de alternativa ao poder/governo/centrão.

 

Mood:: Expectante
Música: outra vez Lily Alen - The Fear (culpem a rádio e o pandora)
Por Parleone às 15:06
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Europa IV: a chaga dos Portugueses (uma análise diferente aos resultados das Eleições Europeias)

 

4) CDU e CDS-PP: a ressaca de má liderança

 

Falo destes dois partidos pois acredito que estão em situações muito similares, embora em fases diferentes da evolução dessa situação.

 

A CDU obteve um fantástico resultado nestas últimas eleições, mostrando que os Comunistas e os Verdes conseguiram roubar votos ao PS e prevalecer num cenário de também sucesso bloquista. Poderia-se pensar que estes teriam sido o alvo dos votos roubados do Bloco, mas pelos vistos parece que o eleitorado descontente e cansado do PS deu votos tanto ao BE como à CDU. No entanto este resultado deriva apenas de duas simples razões, com percentagens diferentes: 30% à força de Ilda Figueiredo na sua campanha (uma verdadeira luta contra imensas adversidades) e 70% à brilhante liderança que Jerónimo de Sousa tem tido à frente do PCP nestes últimos anos. O eleitorado Comunista, estava cansado da apatia de Carlos Carvalhas e mal viu o brilhozinho nos olhos do operário virado sindicalista e posteriormente político Jerónimo Sousa, foi amor à primeira vista. Na realidade o que vimos nos primeiros tempos de liderança foi o resultado da política dura de Jerónimo de Sousa a fazer o seu partido voltar às mais profundas raízes ideológicas do Marxismo-Leninismo em defesa total do proletariado e das classes desprevilegiadas e agora vemos um progressivo regresso antigos e angariação de novos militantes (tendo tido espantosos crescimentos na base militante) com a sua, bem oleada, máquina propagandista.

 

Por sua vez o CDS-PP vê-se exactamente na mesma situação mas apenas numa fase anterior: depois da liderança de um político de curta visão como Ribeiro e Castro, o Partido Popular viu o regresso do seu Paulinho das Feiras, desta vez com camisas desabotoadas, que nem um D. Sebastião partidário no seu mau momento. Agora resta esperar se este, consegue (com a sua liderança) ter o mesmo brilhantismo de Jerónimo de Sousa, mas com cada vez mais eleitorado a fugir à Direita, fica a questão se este também será conseguido através de uma reorientação para as raízes. Por enquanto, o CDS-PP ficará com os seus resultados insatisfatórios enquanto a reorganização interna continua.

Mood:: Indiferente
Música: The Killers - Spaceman
Por Parleone às 14:52
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Europa III: a chaga dos Portugueses (uma análise diferente aos resultados das Eleições Europeias)


3) O Verdadeiro Vencedor das Europeias (que acabou no mesmo lugar que este tópico)

 

Apesar de dar os meus parabéns ao PPD/PSD, acho que este não foi o verdadeiro vencedore das Europeias. De facto houve um partido que, consistentemente e continuamente, sem lobbies sectários e com grande actividade seja política (a nível parlamentar) como cívica, ultrapassou uma grande barreira psicológica – a barreira dos dois dígitos, tornou-se na terceira força política, percentualmente, em Portugal e, está à espera da possibilidade de afirmar esta posição terceira a nível de eurodeputados – sem dúvida que o Bloco de Esquerda está a dar que falar.

 

Este pequeno partido (que nas suas primeiras eleições da história, também Europeias, teve pouco mais pouco menos aquilo que o MEP registou nestas eleições) está agora com níveis de representatividade na ordem dos 10% e está, progressivamente, a ver o seu estereótipo de partido crítico e inconformado de esquerdistas e neo-comunistas barbudos mudar para aquilo que este partido sempre foi (e a razão de ser um case-study político na Europa) – a esquerda moderna europeia de cidadãos informados e de variadas ideologias como uma neo-alternativa contra a corrupção e os poderes negativamente concentrados.

 

O Bloco tem vindo, desde a sua nascença politicamente conturbada a caminhar uma estrada com muitos adversários, desde a Direita (o ódio do CDS-PP e PNR) passando pelo Centralão (o ardor de calcanhares mordidos) até aos Comunistas, que sempre encararam o Bloco como o seu carrasco na sua morte lenta e dolorosa, mas apesar de todas as adversidades Miguel Portas, Marisa Matias conseguiram a sua grande campanha e eleição ao Parlamento Europeu (resta agora saber se os votantes do estrangeiro também querem permitir a eleição de Rui Tavares).

 

Resta agora saber se, os mui conhecidos debates internos sobre a sua posição relativamente ao poder poderão resultar numa grande formação de Partido Alternativa que um dia possa chegar a tirar o poder aos senhores da guerra de sempre. Eu acredito que sim!

Mood:: Esperançado
Música: Oasis - Wonderwall
Por Parleone às 13:17
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Europa II: a chaga dos Portugueses (uma análise diferente aos resultados das Eleições Europeias)


 

2) O Efeito Sócrates/Ferreira Leite vs. O Efeito Vital Moreira/Rangel

 

Estas eleições, foram deveras surpreendentes e particularmente interessantes pois, para já a festa é farta pelos lados sociais-democratas, alimentada por uma espera de 11 anos, quando na realidade os seus resultados não são assim tão animadores. No entanto estes 30% são, talvez, os resultados mais intrigantes a que já assisti. Ora então porque?

 

Primeiro, fica a grande dúvida se este resultado foi um efeito duma real (e louvável) concentração de atenções junto dos cabeças de lista às Europeias, e assim devendo-se a uma justa e clara avaliação, pelo menos, dos seus discursos; ou então se terá sido apenas um desabafar político do descontentamento da governação de José Sócrates nos últimos anos.

 

Ou seja, fica por saber se esta vitória do PSD se deve a uma pseudo-brilhante campanha de Rangel acompanhada de uma quantidade propagandista de má qualidade a Vital Moreira ou se, por sua vez, se deve à vingança dos Portugueses por José Sócrates. Apesar de achar que a verdadeira razão é a segunda (pois obviamente o povo português pouco ou nada esteve interessado nestas Europeias e nas suas consequências), resta falar sobre uma grande problemática que são as Legislativas. Se, de verdade, houver muito atrito a José Sócrates (como estes resultados provaram), o que acontecerá nas Legislativas? Será que os Portugueses continuaram a definhar o seu PM quando a alternativa for a mui odiada Manuela Ferreira Leite?

 

Apenas poso dizer que umas eleições que todos estariam à espera que fossem uma “sondagem” para as Legislativas e para as Autárquicas, acabaram por ser um turbilhão de probabilidades para o futuro.

Mood:: Confuso
Música: Yeah Yeah Yeahs
Por Parleone às 13:03
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Europa I: a chaga dos Portugueses (uma análise diferente aos resultados das Eleições Europeias)

UE

 

"Surpreendentemente Positivas" e "Surrealmente Negativas" são as únicas expressões que consigo utilizar para descrever estas passadas Eleições Europeias, que culminaram com o início de uma pequena-grande alteração política partidária em Portugal e que se afirmaram como uma verdadeira chaga para muitos dos senhores dessa vida.

 

Antes sequer, de falarmos de resultados temos obviamente de referir os patéticos níveis de abstenção que registamos nestas eleições. Vejo todos os partidos (menos o PS e o MMS) a festejarem com os seus resultados, e pouco ou nada se importando, relegando muitas vezes para notas de rodapés nos seus discursos a fraca participação dos cidadãos europeus (de Portugal). Parece que nem o apelo do Presidente da República, Cavaco Silva, resultou no tirar de rabinhos de compatriotas nossos dos seus sofazinhos para decidirem qual a representação política portuguesa num órgão que, à medida que a Europa navega pelas águas do federalismo, vê o seu grau de importância aproximar-se ao das legislativas. Mas falarei melhor sobre este assunto no meu próximo artigo.

 

Ao invés da normalidade de um artigo, vou lançar os tópicos da minha análise em diferentes posts, aqui indo o pequenino primeiro:

 

1) Duelo do Centralão:

 

Sem dúvida alguma que não houve eleições europeias na história em que mais “facadas e arranhões” se viram entre o PS e o PSD. Choveu uma torrente de ataques e defesas às políticas do Governo de José Sócrates, às posições do PS parlamentar em relação ao Governo, às metodologias de oposição de Manuela Ferreira Leite, das expressões e expressionismos de Vital Moreira e de muitas outras “merdices” (ou seja, discursos derivados de merda, à falta de melhor palavra) que nada tinham a ver ou contribuíam para um discurso saudável sobre a representatividade portuguesa na Europa.

O que resultou daqui foi, obviamente, um desastroso resultado para o “Centralão” tendo tido votos roubados pela panóplia de restantes partidos, que nestes começam a ver uma alternativa à corda-bamba governamental dos últimos 35 anos. Finalmente parece que estamos a assistir o cansaço e descontentamento dos votantes Portugueses da política de mal-dizer e de oposição infundamentada e insustentada destes dois partidos e apenas espero que esta se reflita numa saudável e muito importante mudança nas Autárquicas, em que os lobbies partidários menos força têm na população.


Mood:: Intrigado
Música: Lily Alen - The Fear
Por Parleone às 11:15
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Nós Vamos Fazer Um Paíz Novo

Não foi uma vitória esmagadora, mas o PSD fica com a cara bem lavada após estas eleições. Quem saiu muito mal na fotografia foi José Sócrates. Depois de uma escolha desastrada nas últimas eleições presidenciais, sai desta vez com um péssimo resultado para o seu candidato.

 

Mas mal maior é que o PS se contradiz a cada momento: Vital aparece nas comemorações do primeiro de Maio organizadas pela CGTP, mais tarde José Sócrates vem criticar os militantes do PSD por participarem numa manifestação de professores; o PSD tem um cartaz onde se compromete a ultrapassar a crise com fundos europeus aplicados nesse sentido, Vital critica e diz que isso demonstra que Rangel não percebe nada de Europa e o PS tem um cartaz onde se lê “Europa mais forte para vencer a crise”; por último José Sócrates fez a campanha do PS em que só se falava de política nacional e no “brilhante trabalho do governo” e agora, depois de perder, vem dizer que os portugueses confundiram as eleições e que esta não era altura para avaliar o governo.

 

O PS pagou a factura das contradições, da presunção com que tem vindo a tratar a oposição e do show-off que tem vindo a empregar. A partir de hoje José Sócrates tem que ouvir melhor a oposição, tem que perceber de uma vez por todas que a legitimidade que o povo lhe deu com a maioria absoluta se esvai de dia para dia e que cada vez mais a oposição que tanto critica e que tanto acusa de incompetência está ao serviço de Portugal tornando-se numa alternativa forte e viável à miséria das políticas podres que este governo tem vindo a tomar.

Mood:: Feliz!
Música: Paz, Pão e Povo!
Por Don Corleone às 00:59
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Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Barroso, o "Europeu Durão"

Durão Barroso

 

Faltando apenas 2 dias para as "Europeias", que de Europa nada têm pelos vistos, eis que me concentro num tópico deveras Europeu. Depois de ter sido nomeado personalidade do ano em 2004, proposto para um prémio Nobel da Paz e recebido um Doutoramento Honoris Causa, eis que o "nosso" Presidente da Comissão Europeia recebe o prémio de Personalidade Europeia de Excelência 2009.

 

Antes de ir mais fundo devo, desde já congratular todos os Portugueses por termos um compatriota a receber tão elevadas distinções a nivel internacional.

 

Mas agora permitam-me deambular mentalmente sobre este prémio. Ora então, no ano em que se começou a falar da possível re-eleição de Durão Barroso, no seu alto cargo Europeu, é que esta distinção aparece e faz, como se pode ver na figura, Durão Barroso "bater as palminhas à Europa"? Não quero de modo algum questionar esta alta recomendação, mas é intrigante ver como um homem apelidado pela imprensa Francesa de "melhor amigo dos Eurofóbicos" e que se tem alinhado prepétuamente com os seus lacaios alemães (tendo até recebio a alta condecuração Die Quadriga, do seu governo, por dedicação à Alemanha) recebe este "prémio" precisamente num Estado-Membro que pouca amizade deu ao seu trabalho: Espanha.

 

Não é no entanto, de estranhar uma toda pressão política de certas facções Europeias a uma re-candidatura: desde a mais pequenina Ferreira Leite a referir um apoio "socialista" a Durão Barroso (ou não fosse esse apoio representado pela bela fotografia do abraço de José Sócrates ao seu antigo arqui-inimigo - como a política é bonita!), até às mais fiáveis sondagens eleitorais que referem que cerca de 73% dos Portugueses querem uma re-eleição de Durão Barroso (ou não soubessem os 50% que responderam o que ele está por lá a fazer). Mas o que é que Portugal move na Europa, senão apenas uns títulos de fraudes bancárias de vez em quando? De facto, a primeira palavra sobre a eleição do novo (mandato do) Presidente da Comissão Europeia foi já direccionando uma rápida e segura re-eleição de Durão, o homem que tem (por acaso) sido um "toughie" na política Europeia.

 

Lembro-me quando este abandonou o nosso belíssimo país de praias e burlões ao mar plantados, que alguns comentadores políticos (que na altura me pareciam ter as suas orientações ideológicas um pouco para o Barrosismo) disseram que este sempre foi visto como um mestre da Política Internacional e que, como teria sido mais que provado, não tinha jeitinho nenhum para a política doméstica.

 

Fica então só aqui, o meu "contentamento" em ver que o ex-maoista Portuguêsestá a fazer um trabalho que agrada às hordes do poderio Europeu e que apesar de tudo, até tem feito um trabalho que não me choca muito como Cidadão Europeu.

 

 

PS (Post Scriptum e mais nada): O post surgiu só da fantástica foto que a RTP divulgou recentemente! Obrigado serviço público de informação!

Mood:: A ver a foto do Durão!
Música: Propellerheads - On Her Majesty's Secret Service
Por Parleone às 11:48
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Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

O dia em que Sócrates puxou as orelhas ao Avô Cantigas XXI

Não que me apeteça fazer aqui campanhas, nem entrar em guerras que, afinal, nem merecem a pena, mas o senhor José Sócrates é um descarado. Já o tinha dito e repito-o aqui, mesmo sabendo que esse senhor gosta de mover processos contra os «blogers-maus»: o senhor José Sócrates Pinto de Sousa é um descarado!

 

Então não é que veio, num dos seus comícios espelhados e cheios de efeitos especiais, condenar os dirigentes dos outros partidos políticos (PSD?) que foram «apanhados» em acções de rua relacionadas com os professores e a aproveitarem-se disso para fazer campanha?

 

Ó meu caro, então não foi o seu maravilhoso candidato o primeiro a querer aproveitar-se de manifestações para fazer campanha? Será tudo dor de cotovelo porque o PSD não tem medo de andar no meio de professores? Será dor de cotovelo porque o PS é o único partido em guerra aberta com as mais variadas classes profissionais de Portugal? Ou será uma demonstração de carácter? É que se for então suponho que tenha também puxado as orelhas ao super Vital Moreira…

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