Segunda-feira, 26 de Março de 2007

E o Maior de Sempre é...

Os portugueses escolheram António de Oliveira Salazar como «O Maior Português de Sempre». Assim ditaram os resultados que a RTP divulgou ontem de um concurso que leva a cabo há cerca de seis meses.

Seria mirabolante não fosse trágica esta eleição. 37 anos depois da sua morte física, parece que Salazar continua bem vivo quer na saudade de tempos em que havia respeito quer no medo que o Partido Comunista tinha – tem – e demonstrou-o através da carta que escreveu à RTP a «avisar dos perigos daquele programa».

A responsabilidade está, talvez na maior parte, mais no descontentamento que os portugueses têm no pós-25 de Abril do que propriamente na saudade que sentem pelo Estadista. Abril de ‘74 foi um erro trágico na história de Portugal. A onda de que tudo o que vinha de trás era mau; a ideia de que tudo o que era capitalismo era mau; a ideia de que o socialismo é que era bom e recomendava-se; a reforma agrária – leia-se o saque de porções de terras a quem de direito; leia-se desrespeito pela propriedade privada; leia-se destruição de património de uma vida de trabalho e de investimentos familiares – tudo em nome de um «Portugal Novo»; tudo em prol de um desenvolvimento prometido, de um Portugal instruído e de uma era cheia de prosperidade.

Hoje temos um Portugal abalado por escândalos de corrupção. Alunos que batem nos professores. Filhos que batem nos pais. Insegurança nas ruas. Instabilidade na Economia e nas finanças Públicas. Em troca temos liberdade – liberdade que não nos serve senão para dizer que todos estes vergonhosos problemas deste jardim à beira mar plantado são verdadeiramente problemas e nos envergonham profundamente.

 

 

É este o futuro prometido por Abril. Um falhanço completo que faz com que todos não percebam, afinal, que mudança foi aquela. Esta vitória de Salazar foi o murro que os portugueses deram na mesa desta democracia fingida em que vivemos desde ‘74. Isto só me faz lembrar que realmente não faz sentido nenhum festejar o 25 de Abril. O que festejamos nesse dia? A liberdade de expressão? Essa festejo-a agora que escrevo este artigo. Ao festejarmos o 25 de Abril não festejamos senão tudo o resto. O negro e o podre daqueles capitães comunistas que puseram os interesses do sovietismo acima dos interesses da nação. Feliz ou infelizmente o Grande Português é aquele que nunca teve vergonha, antes pelo contrário, de dizer «tudo pela nação, nada contra a nação». E a bem ou mal tudo o que fez em vida se cingiu a esse lema.

Mood:: Bem
Por Don Corleone às 11:55
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