Domingo, 27 de Setembro de 2009

3 - Breves notas sobre...

  

 A CDU fica em último lugar nestas eleições. Um lugar que lhe é merecido. Podemos simpatizar com o senhor que dirige o partido comunista, que até parece um avozinho simpático, mas verdade seja dita, já era hora de arrumar os comunistas para um canto. É irreal que o PCP ambicione representar 10% da população portuguesa. E confirma-se.

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Por Don Corleone às 22:06
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Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Governabilidade é palavra cara para "chico-espertice"!

 

Acredito que todos aqui já estiveram parados numa auto-estrada cheia de imensas filas e, de repente, à direita e fora da faixa surge o mui lusitano e claramente conhecido "chico-esperto" que ultrapassa tudo e todos para chegar a casa mais rápido para garantir o seu lugar no sofá a ver TV. Ora bem, de facto não é uma grande conclusão, mas já não me lembrava como a política portuguesa está cheia destes senhores "chico-espertos".

 

Porquê?

 

Vimos batalhas e guerras, sangue e suor e gritos de independência (do tipo Ipiranga mas versão política Portuguesa) de todos os eixos e quadrantes políticos possíveis, demarcando-se claramente longe de todas as outras alternativas por serem de má governância e de distante coerência ideológica.

 

Pois não é que, os afamados resultados das senhoras europeias, nos deram o vislumbre de um país descontente com o governo de Sócrates e com algumas possibilidades para Manuela Ferreira Leite, e vemos logo os "chico-espertos" já a ultrapassar pela direita fora da estrada para ter o seu lugarzinho do sofá.

 

Ora bem, Paulo Rangel, líder da bancada parlamentar do PSD e recém-cabeça-de-lista às Europeias tornado Eurodeputado veio já dizer que (como se ele fosse Manuela Ferreira Leite) sem sombras de dúvida, se o PSD necessitar de um parceiro para assegurar a governabilidade então este será o CDS-PP. Muito bem! Agora é só esperar o grito ruidoso e a declaração rasgada, "à lá Europeias", de distanciamento político e de total reprovação de qualquer associação com um dos partidos da corda-bâmba política dos últimos anos e que tanto tem prejudicado a classe média e os pequenos empresários deste país, por parte do CDS-PP.

 

Mas não! Paulo Portas, Diogo Feio e tantos outros (quiçá mesmo um Nuno Melo) continuam impávidos e provavelmente a rezar para que a distância entre partidos nas primeiras sondagens (sondagens que eles tanto odiavam e que agora, curiosamente, terão que adorar e acompanhar) seja pouca para que haja necessidade do revivalismo da velhinha AD, ou então da neo-AD de Barroso.

 

Pior, vemos desde já os tais partidozecos que tanto bradaram por diferenciamento e como sendo alternativos seriamente a pensar nas típicas parcerias com os "grandes". O PPM veio recentemente declarar como positiva a sua intenção de parceria com o PSD, para depois das legislativas (para tentar um "ossinho" ou outro numas câmaras e juntas de freguesias).

 

Mas aquilo que é claramente o ultraje político do mês, é o PS a ver-se às bananas, não com o Jardim e as suas bananas mas com os comentários de Rangel sobre quem é que eles iriam escolher para "seu" parceiro político nas próximas eleições, para que consigam contornar a vontade do povo e assim assegurarem uma governabilidade, ainda que apenas semi-socialista. Ora bem, à esquerda as únicas alternativas seriam Bloco de Esquerda e CDU que seriam, provavelmente, uma bela dor de cabeça para o PS no seu governo. E á direita o que há? MEP? MMS? Nada mais, nada menos que o Partido Social-Democrata!

 

Neste preciso momento, e apesar de uma fuga de votos do afamado "Centrão", o infame "Bloco Central" nunca teve tanta força. Num PS que, com Sócrates, tem virado mais à direita do que com qualquer outro líder, a associação política do PS com PSD para assegurar a tal governabilidade (desculpa de estabilidade para que os típicos políticos fiquem no sofá) está cada vez mais próxima. Ainda por cima porque já tinha há alguns anos sido sugerida por Sampaio e agora por Cavaco Silva. De facto, o grande impulsionador deste "Bloco Central" tem sido mesmo o Presidente da República e entre as "boas-relações" com Sócrates e as "relações familiares" com Manuela Ferreira Leite (foi Cavaco que a convidou para participar na secreta cimeira de Bilderberg) este detêm grande poder em apadrinhar este "Bloco".

 

Claro está que, os "chico-espertos" voltarão a aparecer. Antes dos resultados eleitorais ambas as partes rejeitaram peremptoriamente toda e qualquer associação num Bloco Central devido aos comportamentos e posições das outras partes (eu sei que isto já é chico-espertice) mas quero ver agora, com os resultados sabidos e com a pressão de Belém, se José Sócrates verá o seu trono ameaçado e fará uma coligação, ou se Manuela Ferreira Leite cairá na pesada que os Portugueses não gostam dela e ver-se-á forçada a entrar na Associação do Centralão para conseguir um bocadinho do poder do qual ela tanto tem saudades?

 

Não percam o próximo episódio desta montanha-russa de emoção degradante e controvérsia nojenta, que é a política partidária portuguesa dos dias de hoje, porque nós também não!

 

PS: Aqui vai um conselho para José Sócrates e para muitos outros comentadores da blogoesfera: se calhar seria uma boa altura de chamar à baila Manuel Alegre e o seu grupo de descontentes a que apelidou Movimento de Cidadania!

Mood:: Prestes a vomitar!
Música: Hybrid - Higher Than A Skyscraper
Por Parleone às 10:09
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Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Europa IV: a chaga dos Portugueses (uma análise diferente aos resultados das Eleições Europeias)

 

4) CDU e CDS-PP: a ressaca de má liderança

 

Falo destes dois partidos pois acredito que estão em situações muito similares, embora em fases diferentes da evolução dessa situação.

 

A CDU obteve um fantástico resultado nestas últimas eleições, mostrando que os Comunistas e os Verdes conseguiram roubar votos ao PS e prevalecer num cenário de também sucesso bloquista. Poderia-se pensar que estes teriam sido o alvo dos votos roubados do Bloco, mas pelos vistos parece que o eleitorado descontente e cansado do PS deu votos tanto ao BE como à CDU. No entanto este resultado deriva apenas de duas simples razões, com percentagens diferentes: 30% à força de Ilda Figueiredo na sua campanha (uma verdadeira luta contra imensas adversidades) e 70% à brilhante liderança que Jerónimo de Sousa tem tido à frente do PCP nestes últimos anos. O eleitorado Comunista, estava cansado da apatia de Carlos Carvalhas e mal viu o brilhozinho nos olhos do operário virado sindicalista e posteriormente político Jerónimo Sousa, foi amor à primeira vista. Na realidade o que vimos nos primeiros tempos de liderança foi o resultado da política dura de Jerónimo de Sousa a fazer o seu partido voltar às mais profundas raízes ideológicas do Marxismo-Leninismo em defesa total do proletariado e das classes desprevilegiadas e agora vemos um progressivo regresso antigos e angariação de novos militantes (tendo tido espantosos crescimentos na base militante) com a sua, bem oleada, máquina propagandista.

 

Por sua vez o CDS-PP vê-se exactamente na mesma situação mas apenas numa fase anterior: depois da liderança de um político de curta visão como Ribeiro e Castro, o Partido Popular viu o regresso do seu Paulinho das Feiras, desta vez com camisas desabotoadas, que nem um D. Sebastião partidário no seu mau momento. Agora resta esperar se este, consegue (com a sua liderança) ter o mesmo brilhantismo de Jerónimo de Sousa, mas com cada vez mais eleitorado a fugir à Direita, fica a questão se este também será conseguido através de uma reorientação para as raízes. Por enquanto, o CDS-PP ficará com os seus resultados insatisfatórios enquanto a reorganização interna continua.

Mood:: Indiferente
Música: The Killers - Spaceman
Por Parleone às 14:52
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Europa III: a chaga dos Portugueses (uma análise diferente aos resultados das Eleições Europeias)


3) O Verdadeiro Vencedor das Europeias (que acabou no mesmo lugar que este tópico)

 

Apesar de dar os meus parabéns ao PPD/PSD, acho que este não foi o verdadeiro vencedore das Europeias. De facto houve um partido que, consistentemente e continuamente, sem lobbies sectários e com grande actividade seja política (a nível parlamentar) como cívica, ultrapassou uma grande barreira psicológica – a barreira dos dois dígitos, tornou-se na terceira força política, percentualmente, em Portugal e, está à espera da possibilidade de afirmar esta posição terceira a nível de eurodeputados – sem dúvida que o Bloco de Esquerda está a dar que falar.

 

Este pequeno partido (que nas suas primeiras eleições da história, também Europeias, teve pouco mais pouco menos aquilo que o MEP registou nestas eleições) está agora com níveis de representatividade na ordem dos 10% e está, progressivamente, a ver o seu estereótipo de partido crítico e inconformado de esquerdistas e neo-comunistas barbudos mudar para aquilo que este partido sempre foi (e a razão de ser um case-study político na Europa) – a esquerda moderna europeia de cidadãos informados e de variadas ideologias como uma neo-alternativa contra a corrupção e os poderes negativamente concentrados.

 

O Bloco tem vindo, desde a sua nascença politicamente conturbada a caminhar uma estrada com muitos adversários, desde a Direita (o ódio do CDS-PP e PNR) passando pelo Centralão (o ardor de calcanhares mordidos) até aos Comunistas, que sempre encararam o Bloco como o seu carrasco na sua morte lenta e dolorosa, mas apesar de todas as adversidades Miguel Portas, Marisa Matias conseguiram a sua grande campanha e eleição ao Parlamento Europeu (resta agora saber se os votantes do estrangeiro também querem permitir a eleição de Rui Tavares).

 

Resta agora saber se, os mui conhecidos debates internos sobre a sua posição relativamente ao poder poderão resultar numa grande formação de Partido Alternativa que um dia possa chegar a tirar o poder aos senhores da guerra de sempre. Eu acredito que sim!

Mood:: Esperançado
Música: Oasis - Wonderwall
Por Parleone às 13:17
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Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Small is Better!

Queridos Leitores

Hoje apresento-vos um tema que iniciei levemente no meu último post: os neo-pequenos partidos.

Eu sou do tempo em que o os a premissa "Small is Better" não era utilizada para descrever as mil e umas seitas marxistas e maoístas da esquerda, nem os neo-ditatoriais "quasi quasi" fascistas da direita. De facto, a expressão, que ganhou popularidade nos Estados Unidos com o aparecimento de partidos como o Partido Liberal e o crescimento da popularidade de Ralph Nader do Partido D'Os Verdes, não foi sequer mencionada em Portugal até à agregação das (então) 3 facções neo-esquerdistas que se tornaram no Bloco de Esquerda.

No entanto, esta expressão nesta campanha eleitoral para as Europeias, está a ganhar outra dimensão. É com muito agrado meu, que vejo a política portuguesa a amadurecer, dando lugar à existência de alternativas partidárias aos partidos detentores de lugares no parlamento. Quando o Bloco de Esquerda apareceu, saudei a sua existência por se ter criado uma alternativa às correntes enferrujadas da política partidária de Portugal, pelo que da mesma maneira, quando novos partidos (com viabilidade ideológica) se formam no "quente" de um período eleitoral como este, tenho de e é com prazer que os saúdo na sua criação.

Vejamos então do que falo: no passado ano de 2008 vi um grupo de amigos empunharem a mão no conhecido símbolo político "V" do PSD, no entanto, estes entoavam MEP e não os normais gritos partidários da Social-Democracia. Tinha sido iniciado o comício inaugural do movimento que se tornaria conhecido como Movimento Esperança Portugal. Afirmando-se como políticos de verdade, diferentes da escória resultante de anos de maquinação partidária em Portugal, falavam de "alternativa" e "futuro" como se fossem palavras novas no dicionário político da época. Este entusiasmo era tão vibrante que quase fugia aos seus normais diálogos ideológicos da Social-Democracia. E hoje vemos, o "futuro" desse "movimento" - Laurinda Alves afirma-se na propaganda partidária das Europeias como um forte concorrente à vencedora de maior número de flyers em pára-brisas de carros estacionados.

No meio desta azáfama toda, notei também, num pequeno símbolo do infinito esquecido. Depois de pensar que era uma seita conspiracional contra o governo mundial descobri que se tratava do meu velho amigo Partido Humanista. Estes, com a sua posição sempre lutadora e pacificamente irreverente, fizeram furor quando o seu cabeça de lista às Europeias teve de ser substituído pelo número dois, por exercer o cargo de magistrado num Jurado da Paz no Porto, o que "supostamente" incompatibilizada a sua candidatura eleitoral. Apesar de todas as adversidades, o movimento que se afirma como partido (ou vice-versa) continua a declarar poesia poética pelas ruas de Portugal, encantando os mais sonhadores.

E é, então que, encantado por toda esta declamação política, vejo um Sr. fatinho que gosta de às vezes tirar a sua gravata nuns outdoors a afirmar uma onda de "mudança". Informei-me e descobri que não era, nada mais nada menos, que o Sr. Carlos Gomes do mui nobre e conservador Movimento Mérito e Solidariedade. Qual não é a minha surpresa quando descubro, uns tempos depois, que os famosos outdoors da avestruz com a cabeça enfiada na areia a simbolizar a abstenção eram também dos senhores do MMS. Deveriam estes estar a pensar, tal como PS (e ao contrário do PSD e do CDS-PP) que o truque para ganhar as eleições não passava por libertar cartazes com grandes close-ups às caras dos candidatos, e que portanto o (distante) povo se iria identificar com uma avestruz que não tinha opinião.

Mas dentro de todas estas neo-correntes, é sempre preciso alguma experiência e antiguidade. E fiquei muito...qualquer coisa, por ler a míticas frase "Contra o Capital e Por uma Europa dos Povos!" ser expelida pelas cordas vocais do "camarada" Orlando Alves, cabeça de lista do "grande" PCTP-MRPP, um partido que ainda hoje luta contra a sua ilegalidade. E lá foi ele, desde a Auto-Europa até ao querido calor do Alentejo para que as suas explicações maoístas, sejam confundidas com as declarações comunistas do PCP.

Cansado de toda esta algazarra partidária, dei-me de caras com uma ondulante e orgulhosa bandeira do Partido Popular Monárquico, que de entre fado e Lusíadas, ouvia falar da verdadeira Independência de Portugal e da posição (supostamente) anti-federalista que os monárquicos deveriam ter. Interessantemente surpreso por ver o seu cabeça de lista dizer que o herdeiro de Portugal não era o Duque de Bragança, fiquei nostálgico ao ver a galeria do site do PPM que mais pareciam as ilustrações dos meus livros de história do secundário.

E não é com surpresa total que vejo umas ovelhinha pretinhas nuns cartazes de Lisboa que muito assustadas corriam para fora do cartaz. Pensei que seria uma debandada de ovelhas do PSR mas fiquei espantado por ver uma ovelhinha branca com o símbolo do Partido Nacional Renovador a dar-lhes um "belo coice" xenófobo, ou deverei dizer nacionalista? O novo cartaz do PNR de controverso tem pouco e de directo tem muito, mas tenho de lhes tirar o chapéu pois a sua máquina propagandista sempre foi fantástica, apesar de alguns dos seus simpatizantes terem sido recentemente julgados por crimes pesados.

E finalmente, para deixar esta discussão com muita sorte, falo eu aqui do trevo verdinho do MPT, esse partido extremamente estranho por nem serem uns blue-dog democrats nem uns liberalistas de centro. Se o especulado bloco central tivesse um filho rebelde seria o MPT, nunca saído das suas raizes centrístas mas de vez em quando até usa umas túnicas para parecer de esquerda.

Pois bem, apesar do eu tom mais alegre enquanto falava de todos estes partidos, tenho simplesmente de lhes tirar o chapéu, pois estes SIM (mais BE e PSD) são os únicos partidos que sequer mencionaram qualquer discussão política europeia nesta farsa campanha que nada mais é que um road-to-legislativas!


Bússula Política

 

PS: Para aqueles que não conhecem, fica aqui uma boa bússula política, cortesia do MEP.

Mood:: Pequeno comos os neo-partidos
Música: The Pixies - Monkeu Gone to Heaven
Por Parleone às 19:44
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