Domingo, 27 de Setembro de 2009

Pinócrates

 

Temos de volta o nosso primeiro-ministro. Só para terminar as super rápidas publicações de hoje saliento o seguinte:

 

No seu discurso de vitória, José Sócrates criticou Manuela Ferreira Leite porque parecia que já estava num de discurso de inicio de campanha, a pensar nas autárquicas, em vez de um discurso de fim de campanha.
O mesmo lixo cerebral de José Sócrates fê-lo à saída do hotel Altis subir com António Costa e dizer que irá com ele fazer campanha por Lisboa para que o PS possa servir Portugal.
Temos de volta o rei na barriga. O Pinócrates. O Primeiro-ministro diesel que Portugal mantém há quatro anos.
Por Don Corleone às 23:54
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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Alegre, Louçã e Sócrates apresentam "Dança Comigo", um excitante programa de swing eleitoral

 A Esquerda Alegre

 

Ultimamente a esquerda tem-nos presenteado com um bailado folclórico de extremo interesse e de grande preocupação. A dança de acasalamento à volta de Manuel Alegre de José Sócrates, de um lado, e de Francisco Louçã, de outro lado, tornou-se uma acelerada Polka entre os três políticos.

 

            Já era sabido que Manuel Alegre tinha ditado uma forte e simbólica ruptura da máquina do Partido Socialista, que, de acordo com a sua opinião, de socialista teria pouco e de máquina teria muito. Desde as anteriores presidenciais que Manuel Alegre se viria a distanciar, formando até o Movimento pela Cidadania, que alguns chegaram a preconizar como a chegada de um novo partido. E paralelo a este distanciamento das políticas de direita era visível um subtil flirt a Manuel Alegre daquela que se colocava como a nova esquerda, dos ideias sociais e solidários, a esquerda do Bloco que, para Manuel Alegre, de esquerda tinha muito e de bloco teria pouco.

 

            Como já foi discutido recentemente neste blog, esse flirt tornou-se num singelo namoro quando Francisco Louçã, antecipando-se a qualquer conversa de candidaturas antecipadas, dá publicamente o mote para Manuel Alegre avançar para as presidenciais e, com o apoio formal do Bloco. Cavaco Silva, que tinha sido eleito por uma direita unida contra uma esquerda fragmentada de candidaturas soltas, viu Belém a lhe escapar pelos dedos mas sabia que nada podia fazer, apenas podia esperar por um milagre que lhe salvasse o assento.

 

            Ora então, não é que é mesmo durante o debate das legislativas que, devido à forte concorrência de parte do PSD, os media começam a especular uma possível e mui hipotética coligação entre o Bloco de Esquerda e o Partido Socialista. A pergunta teve um efeito tal e qual a Coca-Cola em Portugal, primeiro estranhou-se tal consideração, mas à medida que se considerava uma hipótese do Partido Socialista de voltar à sua querida maioria absoluta, esta questão começou a entranhar-se dentro das lides socialistas (e sejamos honestos, pelo menos a ser equacionada pelos militantes bloquistas).

 

            Ora esta não era a primeira vez que se falava do grande passo que seria o Bloco de Esquerda entrar numa governação, nem seria a primeira vez que se falava disto acontecer via coligação com o PS. Mas enquanto anteriormente estas hipóteses eram tão longínquas quanto uma coligação entre PCP e PS, esta campanha tinha tido o flirt bloquista aos votos socialistas e a Manuel Alegre, bem como as propostas de casamento socialistas a militantes bloquistas (como aquelas aceites de Miguel Vale de Almeida e Inês de Medeiros ou a negada de Joana Amaral Dias) o que veio a aproximar frequentemente as duas organizações, já para não falar da sugestão de Ana Gomes e do OK de Mário Soares.

 

            E quando, então, vemos Manuel Alegre na sua amada Coimbra, a apoiar publicamente José Sócrates na sua caminhada legislativa, vemos a tal dança de acasalamento, passar de uma ferramenta de sensualidade de duas vias, para ser uma agressiva e bem oleada Polka entre os três, um à procura do assento Presidencial, outro à procura de um assento maioritário no Parlamento, e o outro à procura duma estreia governativa.

 

            Estrategicamente esta coligação não podia ter vindo em melhor altura, nem de facto em melhores moldes e, aliás, daqui a quatro anos até faria sentido de algum modo. Mas se esta semana o Bloco vier publicamente apoiar a ideia, tudo o que o Bloco tem defendido será destronado pela velhinha sede de poder. São programas com grandes discrepâncias, e uma maioria de pulso de ferro do PS que iriam tornar qualquer hipótese governativa do Bloco num desastre ambulante (mesmo apesar de boas intenções) bem como o Bloco perderia a irreverência de um partido de contestação sustentada, para a de um típico partido de coligações temporárias do swing eleitoral. Vemos já algumas reacções negativas de eleitores que se viram à direita para fugir de mais uma maioria absoluta de Sócrates, com o braço torcido do Bloco à mistura, e se este chá-chá-chá eleitoral continuar, poderemos ver Manuel Alegre a perder a sua base de eleitores confundidos com as mesclas de compadrios e cargos eleitorais.

 

Resta agora, saber se o eleitorado conseguiu, como a própria base bloquista, perceber que tudo não se passou de uma tampa do Bloco ao PS, para lhe deixar com a àgua da maioria absoluta na boca, mesmo já tendo esta vindo à superfície.

Mood:: Desconfiado
Música: The Mars Volta - Agadez
Por Parleone às 10:39
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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Ferreira Leite Vs. Sócrates

Cumpri a dolorosa função de assistir ao debate entre a dra. Ferreira Leite e o senhor José Sócrates. Pobre de mim. Que coisa entediante. Foi como estar às três da manhã a ver as televendas na TV durante 20 minutos até cair em mim e perceber que tenho na mão um telecomando capaz de me teletransportar para algo mais digno de se ver. Tenham dó de mim. Eu assisti impávido ao debate entre aqueles dois e estou a dar-me ao trabalho de escrever sobre isso. Façam o favor de ter pena de mim.

 
Cumpre dizer, em primeiro lugar, que chamar àquilo um debate é como chamar gato ao um rato. Quero dizer que é chamar de algo uma coisa que o não é. Mas a culpa não foi dos protagonistas, porque tenho achado isso de todos os “debates”. A culpa é deste formato que é capaz de transformar um debate numa espécie de dupla entrevista.
 
Mas do debate concreto entre Ferreira Leite e José Sócrates nasceu em mim uma indignação ainda maior do que dos outros. É que, para mim, ficou claro que o PSD mais do que merecer, precisa do meu voto. Do meu e, claro está, do de todos os portugueses. O debate de ontem mostrou não mais que uma coisa: José Sócrates continua a dizer que salvou o país, que criou 130 mil postos de trabalho, que modernizou Portugal, que fez muito e muito bem pela educação e pela justiça. Manuela Ferreira Leite retorque, como eu e como qualquer português não-senil: de que serviu tudo isso? Portugal tem hoje mais desempregados do que em 2005; continuamos a sentir os efeitos nefastos da burocracia em cada conservatória, em cada repartição de finanças, em cada Câmara Municipal; continuamos a ter uma educação caduca, alunos mal ensinados, mal preparados, alunos que batem nos professores, professores que não têm como exercer autoridade sobre os alunos; continuamos a ter uma justiça que não funciona, que é lenta, que é dispendiosa, burocrática e, acima de tudo e mais grave que tudo, continuamos a ter uma justiça que é injusta. Mais, temos agora censura! (Escreverei sobre esta nova censura num seguinte post).
 
Então de que serviram quatro anos e meio de governação de José Sócrates? Ponham a mão na consciência e encontrem solução para esta questão. Questão para a qual eu não encontro resposta é: como é que ainda há compatriotas meus que, depois desta aventura, depois de tantos escândalos que comprometem inequivocamente a seriedade de José Sócrates (o caso da sua licenciatura, o caso “freeport”) depois desta amálgama de diferendos com a classe de advogados, juízes e professores, continuam a pensar votar neste individuo?
Por Don Corleone às 19:55
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Terça-feira, 18 de Agosto de 2009

Pimenta no rabinho dos outros é refresco

José Sócrates é um primeiro-ministro sério. Muito sério. Eu diria, até, num exercício de bondade profunda, que José Sócrates tem aos ombros um grilinho falante, qual consciência, que lhe diz o que está certo e errado para não desiludir Gepeto.

 

Mas o que, tendo isto como mote, me apraz dizer hoje é seguinte:

 

A política de saúde de José Sócrates nos últimos quatro anos foi fechar hospitais e maternidades por esse interior fora. Uns atrás dos outros. Agora a última bandeira política propagandeada através dos jornais de ontem é que José Sócrates lança a primeira pedra para o novo hospital de Amarante.

 

Aquela do grilo falante faz lembrar alguma coisa, não faz?

Por Don Corleone às 12:52
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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Manuel Alegre a Presidente!

Foi aqui dito, pelo co-autor deste Blogue, que talvez o Partido Socialista trouxesse o nome de António Guterres à baila, quando fosse hora de escolher um candidato presidencial. É possível. Mas não é provável. Também já houve quem tivesse dito que o Partido Socialista talvez até apoiasse Cavaco Silva na sua – hipotética, para já – candidatura.

 

Eu cá não acredito nem numa, nem noutra hipótese. Não acredito porque sei muito bem porquê que o deputado Manuel Alegre tem andado muito caladinho ultimamente. Mais concretamente, por ocasião do último congresso do Partido Socialista, Manuel Alegre foi namorado por José Sócrates que o convidou a integrar a direcção do partido. Convite que o deputado-poeta declinou honrosamente. E bem. Mas o certo é que aqueles dois conversaram muito naqueles dias e a partir dali Manuel Alegre disse publicamente que se iniciava um novo ciclo e que estava disponível para dar um voto de confiança a José Sócrates – muito embora exigisse uma certa mudança de atitude por parte do primeiro-ministro, já chamado por alguns alcoviteiros socialista de “Mário Soares II”.

 

O certo é que, entretanto, vieram as eleições europeias e José Sócrates levou um seco e certeiro, quase paralítico, puxão de orelhas e depois disso abandonou o ar de ditador e resmungão e passou à figura de cachorrinho-sem-dono e, quase em situação de loucura extrema, até admitiu que tinha errado e que, a partir dali, ia tentar fazer-se compreender melhor nas suas intervenções públicas. Manuel Alegre deve ter gostado muito disso.

 

A verdade é que, tenho para mim, naquelas longas conversas surgidas nos bastidores do congresso do PS, Sócrates disse ao poeta que ele até podia ser o “presidenciável” socialista. Logo, Manuel Alegre abrandou. Não acredito em coincidências. Abrandou, porque vai ser o candidato do Partido Socialista à Presidência da República em 2011.

 

Com isto, vai criar-se uma situação engraçada. É que se por acaso, e só por acaso, José Sócrates tiver a infelicidade de vencer as Legislativas deste ano, e se Francisco Louçã resolver apoiar a tal candidatura de Alegre, então fará certamente campanha ao lado do seu querido inimigo José Sócrates. Quero ver.

Por Don Corleone às 19:52
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Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Chegamos ao inevitável: Esquerda com "E" grande!

Francisco Louçã e Manuel Alegre

 

Hoje fiquei muito contente por ter visto mais uma prova de como a política é um jogo, que apesar de ter uma tendência a longo prazo, é completamente cíclica a curto e médio prazo, quando ouvi Francisco Louça apoiar uma futura candidatura presidencial de Manuel Alegre.

 

Depois da esquerda centrista europeia ter conseguido conquistar (e nalguns casos, quase ter conquistado) um surpreendente número de líderes estatais desde há uns 6 anos para cá (vejamos só Sócrates, Zapatero, uma pseudo-Merckel e uma quase Ségolene) eis que se veio confirmar a derrota da esquerda europeia nestas últimas eleições, como era necessário para confirmar o ciclo.

 

Portugal, atrasado como sempre, apesar de ter tido um partido de direita vitorioso (o PPD-PSD), a direita como um todo sofreu uma fortíssima derrota, com o aparecimento de uma grande massa crítica de votos à esquerda do PS e, se considerarmos o PS de esquerda como consideramos o PPD-PSD de direita, então o número de deputados e votos da primeira, largamente supe­rou os da direita.

 

Ora isto só ajuda a alimentar as esperanças de que, o ciclo irá fazer girar a faca e o queijo para a esquerda. Mas quando? E confirmações?

 

Ainda não sabemos se as Legislativas e as Autárquicas serão no mesmo dia, no entanto, sabemos que apesar do PSD ter uma vantagem nas autárquicas, ambos os resultados estão muitíssimo renhidos e a ser activamente disputados pelos partidos do Centrão.

 

Assumindo hipoteticamente que as eleições são no mesmo dia, é claro que as Legislativas irão impor a sua influência e ordem de importância sobre as Autárquicas e haverá um efeito de propagação dos resultados das primeiras sobre as segundas, sendo que é bem provável que o vencedor de uma seja o vencedor das duas. Neste cenário, o Centrão iria ganhar votos nas autárquicas devido às pressões partidárias e a uma outra multiplicidade de efeitos derivados das legislativas.

 

Assumindo hipoteticamente que as eleições são em dias diferentes, os efeitos são completamente diferentes. Como falei num artigo recente, o factor governabilidade junto do eleitorado do PS, bem como o factor animosidade contra Manuela Ferreira Leite irão ajudar José Sócrates a conquistar uma leve vitória (lembrem-se, hipoteticamente) e permitem o PSD jogar todas as suas cartadas para assegurar uma grande vantagem nos municípios portugueses.

 

E os restantes partidos, que é feito deles? Ou muito me engano, ou a “porrada publicitária” entre os dois partidos vai ser tão grande que os restantes partidos irão ficar, injustamente atirados para o segundo plano e, conjuntamente com o favorecimento que a abstenção normalmente dá a estes, irão manter ou perder as suas quotas de votos.

 

No entanto, Francisco Louça veio fazer aquilo que, na minha humilde opinião já deveria ter sido feito há 4 anos atrás e que, se calhar nessa altura, teria proporcionado um crescimento muito maior e, ainda perfeitamente sustentado, do seu Bloco de Esquerda.

Francisco Louça veio, publicamente apaziguar esses milhentos indecisos no seu liberalismo social que nem uma árvore dançante ao vento, que nas últimas presidenciais fugiram às estúpidas máquinas partidárias e votaram de acordo com a sua própria opinião.

Francisco Louça veio, recentemente, afirmar a sua opinião de apoio a uma eventual candidatura presidencial de Manuel Alegre.

 

Ora bem, este facto para mim só tem 3 conclusões simples:

 

- Depois de uma governação pateticamente apagada por parte de Cavaco Silva, em que mais que fantoche do Governo este foi um elo de ligação com a oposição, a população pouco ou nada sabe da sua governação e como tal, continuará a votar nele com a mesma mística de mistério com a qual votou nos seus programas dúbios e não-esclarecedores na sua candidatura inicial. Tanto mais ainda que este é provavelmente o único ponto em que a Direita, desunida e de costas voltadas, ainda concorda. Depois de Manuela Ferreira Leite “ponderar” governar sem coligações (de forma um pouco gananciosa ou verdadeira, tirando assim uma boa capacidade de ganhar as eleições) Paulo Portas pondera como exercer a sua influência junto do PSD numas eleições que não as Autárquicas.

 

- O Partido Socialista, não o fez nas últimas eleições, nem nunca o fará enquanto Manuel Alegre continuar a ser o inconformado que nem pelo seu próprio partido pode ser calado. O PS não o apoiará na sua candidatura e este irá que trazer a sua maior arma para que uma candidatura falhada não seja o princípio do fim para essa “esquerda do cansaço”. Ora bem, sendo que o panorama na altura era “relativamente” parecido e assumindo que o Mário Soares é o mais mediático e lendário político que o PS alguma vez teve e terá, eu acredito que este tenha sido a sua grande arma. Portanto, a não ser que estes tragam um Mário Soares 30 anos mais novo e com mais 30% dos votos ao brandar gritos anti-sócrates, duvido que o PS tenha alguma hipótese em ganhar as presidenciais, pelo que a única restante alternativa do PS será trazer do reino dos mortos (ou seja, a ONU) o Santo António Guterres, padroeiro da memória curta dos portugueses (esperem aí, não foi ele que já apareceu nuns cartazes do PS já nestas eleições? Será isso um sinal?)

 

- Finalmente, o ponto mais entusiasmante derivado desta notícia é sem dúvida o facto de finalmente vermos a Esquerda, com “E” grande, unida como já não se via desde a 4ª internacional! Fraccionada entre milhentas mini-seitas marxistas / leninistas / trotskistas / maoistas / socialistas, esta tem sempre sofrido pela divisão entre as suas raízes e uma aproximação do PS para uma governabilidade de “mal menor”. No entanto, finalmente, hoje conseguimos ver uma grande ameaça de uma esquerda reforçada pelos últimos resultados políticos e inspirados pelas declarações de Francisco Louça.

 

Depois de anos de namoriscos de corredor, piscares de olhos de assembleias e flirts de municípios, o Bloco finalmente assumiu algo que apenas se pode concretizar como um namoro de intenções sérias com a facção, ainda muito grande, divisória do PS liderada por Manuela Alegre (que conta com um ainda activo Movimento pela Cidadania).

 

Depois dos separatistas comunistas há algum tempo atrás, parece que o gosto por divorciados, do Bloco de Esquerda, está outra vez activo e vai fazer tremer a Direita e aquilo que restará do PS nas presidenciais.

 

Será que temos um poeta como presidente? Só falta Manuel Alegre aceitar a corte do Bloco.

Mood:: Entusiasmadamente Sonhador
Música: The Cure - 39
Por Parleone às 17:05
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Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

O duelo entre Sócrates e Ferreira Leite, arbitrado por Cavaco Silva, nun ringue perto de si

Está aberta nova guerra entre os principais partidos em Portugal. PSD defende que as eleições Legislativas e Autárquicas devem ser realizadas no mesmo dia, por seu turno, o PS defende datas separadas, sendo certo que as Autárquicas, que dependem de José Sócrates, em Outubro, depois das Legislativas em Agosto ou Setembro.

 

Não me é difícil perceber tal diferendo. É que, como bem sabemos, o PSD é o partido dominante nas autarquias em Portugal – é – facto! – o partido que, sozinho em alguns Concelhos, e em coligação com o CDS noutros, mais Câmaras tem arrecadado nos últimos actos eleitorais autárquicos. Mais, por norma, o partido que ganha Porto e Lisboa, ganha o resto do país.

 

Sabemos que, infelizmente para uns, felizmente para mim, Rui Rio tem tudo para voltar a vencer as eleições no Porto; e nas últimas eleições europeias o PSD foi o partido mais votado em Lisboa abrindo caminho – infelizmente para uns, novamente felizmente para mim – a uma possível vitória de Pedro Santana Lopes em Lisboa. Reunidas condições normais, eu aposto que o PSD ganha as próximas eleições autárquicas, e como dizia o outro, em condições anormais, também aposto que o PSD as vai ganhar.

 

Ora o que tem isto a ver com o prólogo deste artigo? Tudo.

 

É que se as contas são relativamente fáceis de fazer para as eleições autárquicas, já quanto às legislativas elas são mais complexas. E José Sócrates sabe disso. E Manuela Ferreira Leite sabe também. Sabemos que o resultado de umas eleições próximas de outras, podem influenciar o resultado das segundas. Então, com a vitória do PSD nas europeias o partido da social-democracia pode ver-se, neste momento, a discutir ombro a ombro as eleições para a Assembleia da República; se as eleições fossem no mesmo dia, então, com a onda laranja a pintar o mapa autárquico português, o PS podia ver sacrificado, por arrasto, o resultado das legislativas. Mas se as eleições forem separadas – como quer o PS – então uma ainda possível e, talvez, provável vitória socialista nas legislativas é que poderia eventualmente resultar num mal menor para o PS no resultado eleitoral autárquico de Outubro.

 

Jogos partidários à parte, defendo, como cidadão, que as eleições sejam realizadas em dias diferentes. Bem sei que o custo seria duplicado; bem sei que podia ter efeitos negativos na abstenção; mas também sei que pode gerar confusão aos eleitores terem quatro boletins de voto à sua frente num só dia: Assembleia de Freguesia, Assembleia Municipal, Executivo Camarário e Assembleia da República.

 

Mas também sei que José Sócrates e Manuela Ferreira Leite têm – e têm mesmo! – que fazer outras contas. E está aqui a razão por que não se entendem quanto à data das eleições. Resta saber o que decidirá o dr. Cavaco Silva. Tenho para mim que optará pela modalidade de eleições separadas. Vá lá saber-se porquê.

Por Don Corleone às 11:34
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Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Governabilidade é palavra cara para "chico-espertice"!

 

Acredito que todos aqui já estiveram parados numa auto-estrada cheia de imensas filas e, de repente, à direita e fora da faixa surge o mui lusitano e claramente conhecido "chico-esperto" que ultrapassa tudo e todos para chegar a casa mais rápido para garantir o seu lugar no sofá a ver TV. Ora bem, de facto não é uma grande conclusão, mas já não me lembrava como a política portuguesa está cheia destes senhores "chico-espertos".

 

Porquê?

 

Vimos batalhas e guerras, sangue e suor e gritos de independência (do tipo Ipiranga mas versão política Portuguesa) de todos os eixos e quadrantes políticos possíveis, demarcando-se claramente longe de todas as outras alternativas por serem de má governância e de distante coerência ideológica.

 

Pois não é que, os afamados resultados das senhoras europeias, nos deram o vislumbre de um país descontente com o governo de Sócrates e com algumas possibilidades para Manuela Ferreira Leite, e vemos logo os "chico-espertos" já a ultrapassar pela direita fora da estrada para ter o seu lugarzinho do sofá.

 

Ora bem, Paulo Rangel, líder da bancada parlamentar do PSD e recém-cabeça-de-lista às Europeias tornado Eurodeputado veio já dizer que (como se ele fosse Manuela Ferreira Leite) sem sombras de dúvida, se o PSD necessitar de um parceiro para assegurar a governabilidade então este será o CDS-PP. Muito bem! Agora é só esperar o grito ruidoso e a declaração rasgada, "à lá Europeias", de distanciamento político e de total reprovação de qualquer associação com um dos partidos da corda-bâmba política dos últimos anos e que tanto tem prejudicado a classe média e os pequenos empresários deste país, por parte do CDS-PP.

 

Mas não! Paulo Portas, Diogo Feio e tantos outros (quiçá mesmo um Nuno Melo) continuam impávidos e provavelmente a rezar para que a distância entre partidos nas primeiras sondagens (sondagens que eles tanto odiavam e que agora, curiosamente, terão que adorar e acompanhar) seja pouca para que haja necessidade do revivalismo da velhinha AD, ou então da neo-AD de Barroso.

 

Pior, vemos desde já os tais partidozecos que tanto bradaram por diferenciamento e como sendo alternativos seriamente a pensar nas típicas parcerias com os "grandes". O PPM veio recentemente declarar como positiva a sua intenção de parceria com o PSD, para depois das legislativas (para tentar um "ossinho" ou outro numas câmaras e juntas de freguesias).

 

Mas aquilo que é claramente o ultraje político do mês, é o PS a ver-se às bananas, não com o Jardim e as suas bananas mas com os comentários de Rangel sobre quem é que eles iriam escolher para "seu" parceiro político nas próximas eleições, para que consigam contornar a vontade do povo e assim assegurarem uma governabilidade, ainda que apenas semi-socialista. Ora bem, à esquerda as únicas alternativas seriam Bloco de Esquerda e CDU que seriam, provavelmente, uma bela dor de cabeça para o PS no seu governo. E á direita o que há? MEP? MMS? Nada mais, nada menos que o Partido Social-Democrata!

 

Neste preciso momento, e apesar de uma fuga de votos do afamado "Centrão", o infame "Bloco Central" nunca teve tanta força. Num PS que, com Sócrates, tem virado mais à direita do que com qualquer outro líder, a associação política do PS com PSD para assegurar a tal governabilidade (desculpa de estabilidade para que os típicos políticos fiquem no sofá) está cada vez mais próxima. Ainda por cima porque já tinha há alguns anos sido sugerida por Sampaio e agora por Cavaco Silva. De facto, o grande impulsionador deste "Bloco Central" tem sido mesmo o Presidente da República e entre as "boas-relações" com Sócrates e as "relações familiares" com Manuela Ferreira Leite (foi Cavaco que a convidou para participar na secreta cimeira de Bilderberg) este detêm grande poder em apadrinhar este "Bloco".

 

Claro está que, os "chico-espertos" voltarão a aparecer. Antes dos resultados eleitorais ambas as partes rejeitaram peremptoriamente toda e qualquer associação num Bloco Central devido aos comportamentos e posições das outras partes (eu sei que isto já é chico-espertice) mas quero ver agora, com os resultados sabidos e com a pressão de Belém, se José Sócrates verá o seu trono ameaçado e fará uma coligação, ou se Manuela Ferreira Leite cairá na pesada que os Portugueses não gostam dela e ver-se-á forçada a entrar na Associação do Centralão para conseguir um bocadinho do poder do qual ela tanto tem saudades?

 

Não percam o próximo episódio desta montanha-russa de emoção degradante e controvérsia nojenta, que é a política partidária portuguesa dos dias de hoje, porque nós também não!

 

PS: Aqui vai um conselho para José Sócrates e para muitos outros comentadores da blogoesfera: se calhar seria uma boa altura de chamar à baila Manuel Alegre e o seu grupo de descontentes a que apelidou Movimento de Cidadania!

Mood:: Prestes a vomitar!
Música: Hybrid - Higher Than A Skyscraper
Por Parleone às 10:09
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Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Europa II: a chaga dos Portugueses (uma análise diferente aos resultados das Eleições Europeias)


 

2) O Efeito Sócrates/Ferreira Leite vs. O Efeito Vital Moreira/Rangel

 

Estas eleições, foram deveras surpreendentes e particularmente interessantes pois, para já a festa é farta pelos lados sociais-democratas, alimentada por uma espera de 11 anos, quando na realidade os seus resultados não são assim tão animadores. No entanto estes 30% são, talvez, os resultados mais intrigantes a que já assisti. Ora então porque?

 

Primeiro, fica a grande dúvida se este resultado foi um efeito duma real (e louvável) concentração de atenções junto dos cabeças de lista às Europeias, e assim devendo-se a uma justa e clara avaliação, pelo menos, dos seus discursos; ou então se terá sido apenas um desabafar político do descontentamento da governação de José Sócrates nos últimos anos.

 

Ou seja, fica por saber se esta vitória do PSD se deve a uma pseudo-brilhante campanha de Rangel acompanhada de uma quantidade propagandista de má qualidade a Vital Moreira ou se, por sua vez, se deve à vingança dos Portugueses por José Sócrates. Apesar de achar que a verdadeira razão é a segunda (pois obviamente o povo português pouco ou nada esteve interessado nestas Europeias e nas suas consequências), resta falar sobre uma grande problemática que são as Legislativas. Se, de verdade, houver muito atrito a José Sócrates (como estes resultados provaram), o que acontecerá nas Legislativas? Será que os Portugueses continuaram a definhar o seu PM quando a alternativa for a mui odiada Manuela Ferreira Leite?

 

Apenas poso dizer que umas eleições que todos estariam à espera que fossem uma “sondagem” para as Legislativas e para as Autárquicas, acabaram por ser um turbilhão de probabilidades para o futuro.

Mood:: Confuso
Música: Yeah Yeah Yeahs
Por Parleone às 13:03
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Europa I: a chaga dos Portugueses (uma análise diferente aos resultados das Eleições Europeias)

UE

 

"Surpreendentemente Positivas" e "Surrealmente Negativas" são as únicas expressões que consigo utilizar para descrever estas passadas Eleições Europeias, que culminaram com o início de uma pequena-grande alteração política partidária em Portugal e que se afirmaram como uma verdadeira chaga para muitos dos senhores dessa vida.

 

Antes sequer, de falarmos de resultados temos obviamente de referir os patéticos níveis de abstenção que registamos nestas eleições. Vejo todos os partidos (menos o PS e o MMS) a festejarem com os seus resultados, e pouco ou nada se importando, relegando muitas vezes para notas de rodapés nos seus discursos a fraca participação dos cidadãos europeus (de Portugal). Parece que nem o apelo do Presidente da República, Cavaco Silva, resultou no tirar de rabinhos de compatriotas nossos dos seus sofazinhos para decidirem qual a representação política portuguesa num órgão que, à medida que a Europa navega pelas águas do federalismo, vê o seu grau de importância aproximar-se ao das legislativas. Mas falarei melhor sobre este assunto no meu próximo artigo.

 

Ao invés da normalidade de um artigo, vou lançar os tópicos da minha análise em diferentes posts, aqui indo o pequenino primeiro:

 

1) Duelo do Centralão:

 

Sem dúvida alguma que não houve eleições europeias na história em que mais “facadas e arranhões” se viram entre o PS e o PSD. Choveu uma torrente de ataques e defesas às políticas do Governo de José Sócrates, às posições do PS parlamentar em relação ao Governo, às metodologias de oposição de Manuela Ferreira Leite, das expressões e expressionismos de Vital Moreira e de muitas outras “merdices” (ou seja, discursos derivados de merda, à falta de melhor palavra) que nada tinham a ver ou contribuíam para um discurso saudável sobre a representatividade portuguesa na Europa.

O que resultou daqui foi, obviamente, um desastroso resultado para o “Centralão” tendo tido votos roubados pela panóplia de restantes partidos, que nestes começam a ver uma alternativa à corda-bamba governamental dos últimos 35 anos. Finalmente parece que estamos a assistir o cansaço e descontentamento dos votantes Portugueses da política de mal-dizer e de oposição infundamentada e insustentada destes dois partidos e apenas espero que esta se reflita numa saudável e muito importante mudança nas Autárquicas, em que os lobbies partidários menos força têm na população.


Mood:: Intrigado
Música: Lily Alen - The Fear
Por Parleone às 11:15
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Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Barroso, o "Europeu Durão"

Durão Barroso

 

Faltando apenas 2 dias para as "Europeias", que de Europa nada têm pelos vistos, eis que me concentro num tópico deveras Europeu. Depois de ter sido nomeado personalidade do ano em 2004, proposto para um prémio Nobel da Paz e recebido um Doutoramento Honoris Causa, eis que o "nosso" Presidente da Comissão Europeia recebe o prémio de Personalidade Europeia de Excelência 2009.

 

Antes de ir mais fundo devo, desde já congratular todos os Portugueses por termos um compatriota a receber tão elevadas distinções a nivel internacional.

 

Mas agora permitam-me deambular mentalmente sobre este prémio. Ora então, no ano em que se começou a falar da possível re-eleição de Durão Barroso, no seu alto cargo Europeu, é que esta distinção aparece e faz, como se pode ver na figura, Durão Barroso "bater as palminhas à Europa"? Não quero de modo algum questionar esta alta recomendação, mas é intrigante ver como um homem apelidado pela imprensa Francesa de "melhor amigo dos Eurofóbicos" e que se tem alinhado prepétuamente com os seus lacaios alemães (tendo até recebio a alta condecuração Die Quadriga, do seu governo, por dedicação à Alemanha) recebe este "prémio" precisamente num Estado-Membro que pouca amizade deu ao seu trabalho: Espanha.

 

Não é no entanto, de estranhar uma toda pressão política de certas facções Europeias a uma re-candidatura: desde a mais pequenina Ferreira Leite a referir um apoio "socialista" a Durão Barroso (ou não fosse esse apoio representado pela bela fotografia do abraço de José Sócrates ao seu antigo arqui-inimigo - como a política é bonita!), até às mais fiáveis sondagens eleitorais que referem que cerca de 73% dos Portugueses querem uma re-eleição de Durão Barroso (ou não soubessem os 50% que responderam o que ele está por lá a fazer). Mas o que é que Portugal move na Europa, senão apenas uns títulos de fraudes bancárias de vez em quando? De facto, a primeira palavra sobre a eleição do novo (mandato do) Presidente da Comissão Europeia foi já direccionando uma rápida e segura re-eleição de Durão, o homem que tem (por acaso) sido um "toughie" na política Europeia.

 

Lembro-me quando este abandonou o nosso belíssimo país de praias e burlões ao mar plantados, que alguns comentadores políticos (que na altura me pareciam ter as suas orientações ideológicas um pouco para o Barrosismo) disseram que este sempre foi visto como um mestre da Política Internacional e que, como teria sido mais que provado, não tinha jeitinho nenhum para a política doméstica.

 

Fica então só aqui, o meu "contentamento" em ver que o ex-maoista Portuguêsestá a fazer um trabalho que agrada às hordes do poderio Europeu e que apesar de tudo, até tem feito um trabalho que não me choca muito como Cidadão Europeu.

 

 

PS (Post Scriptum e mais nada): O post surgiu só da fantástica foto que a RTP divulgou recentemente! Obrigado serviço público de informação!

Mood:: A ver a foto do Durão!
Música: Propellerheads - On Her Majesty's Secret Service
Por Parleone às 11:48
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

From Europe With Love

Amigos Leitores

 

Depois de um hiato político-social característico de anos sem eleições (e se calhar sem representatividade política), volta à carga toda a parafernália eleitoralista com tempos de grande discussão.

 

Na verdade, é curioso verificar que nestes últimos anos, à excepção das manobras parlamentares anti-governo de todos os partidos (menos o PS), a política partidária Portuguesa teve um abrandamento de discussão que foi extremamente demarcado e que resultou numa  grande infelicidade: os parcos incentivos ao debate político fulcral levaram a que uma maioria absoluta de um governo psêudo-socialista diminuísse uns metafísicos índices de democracia em Portugal.

 

O que verificamos, de grandes movimentações políticas, à excepção dos habituais comícios e outras patranhas partidárias, foram as movimentações de massa crítica que o Bloco de Esquerda teve na sua Marcha pelo Emprego, a manifestação por parte da CDU em Lisboa e outros poucos episódios políticos de menor dimensão.

 

Toda a política portuguesa ficou completamente reduzida a uma constante (e pequena) crítica das "governamentações" de José Sócrates e às batalhas de candidatos fantasmas que foram eleitos quase com mandato de término em 2009, no qual os partidos voltariam à carga com todas as armas.

 

E foi exactamente isso o que aconteceu: 2009 abriu-se com um pequenino (mas no entanto importante) debate sobre as futuras Autárquicas e com o periscópio político com a mira para as Europeias. Infelizmente verificamos, no entanto, que todas estas vontades políticas de "Não Brincar" ou de ser como um todo "Nós, Europeus" estão permanente assombradas pela sempre constante e mui antiga nuvem partidária das Legislativas.

 

Portugal, um país em que todos conhecemos e sabemos que de democrático nos últimos 30 anos teve uma aproximação àquilo que era a média dos anteriores 40, vê hoje uma agenda política de vitória legislativa a defraudar completamente todo o discurso e debate político das Europeias.

 

Eu sou um grande fã dos media, pelos melhores e pelos piores motivos, e aquilo que temos observado neste período de campanha são quase todos os partidos a fazerem uma campanha com base na crítica fácil de um governo de maioria absoluta sobre a sua autoridade nas medidas domésticas. Ora onde está o debate sobre o federalismo europeu? Onde está o debate sobre o muito importante pacote da comunicação que, caso sejam levadas avante algumas das medidas de certos grupos poderão impedir o próprio acesso da internet aos vossos caros autores deste blog?

 

E falando deste e doutros assuntos podemos referenciar, toda a questão das políticas do BCE em relação à crise, bem como toda a questão de incentivos de recuperação económica de uma Europa unida contra à crise, ou até a fulcral questão da própria metodologia de combate à crise por uma Europa de incentivos estatais ou de soberania reguladora? E Tratados de Lisboa, o balanço do Processo de Bolonha e outros tantos?

 

Nunca na vida vi umas eleições nas quais estivesse tão atento a todas as notícias sem conseguir extrair as opiniões políticas desses candidatos sobre os temas a que os cargos a que se candidatam, versam. Assim, apenas podemos chorar e gritar por uma campanha que não conte apenas com os ataques às forças governamentais (tenham ou não tenham razão) e que se foquem mais nos debates dos tópicos europeus, numa altura em que a Europa tanto precisa de nós como cidadãos.

 

 

Deixo aqui apenas três comentários finais:
  • Em primeiro um grande parabéns e continuação de um bom rumo político aos pequenos (de massa crítica mas não influência) MPT, MMS, MEP e outros (mas nem todos) que são dos poucos que se têm centrado na verdadeira discussão da Europa e que, como tal, têm feito uma campanha eficiente e que com muitos menos milhões que os restantes, se calhar transmitem mais informação e intenção verdadeira.
  • Em segundo lugar um grande parabéns ao Jornal Público por evidenciar o mesmo problema que eu, na sua edição de hoje.
  • Finalmente, apenas uma referência à foto inicial, na qual podemos ver o Dr. Vital Moreira quando este era o "ponta-de-lança" de uma equipa bem vermelha, mas que agora como o equipamento do Benfica, se foi tornando mais rosadinho.
Mood:: Desconfiado
Música: Thus Spoke Oberon - Lucifer's Friend
Por Parleone às 12:57
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