Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Eu e as Legislativas’09: O que é feito da força da 4ª Internacional no POUS?

Legislativas 09

 

Ainda ontem tive a discutir qual o verdadeiro sentido deste Partido com um amigo meu. Tudo bem que o POUS é um dos melhores partidos para o “voto do engraçado” e que se calhar até já foi influente na esfera política dos finais dos 70 e que, surpreendentemente é uma escapatória ao regime de direita do PS (esta é, de facto a sua génese), no entanto de que serve haver uma representatividade da 4ª Internacional, oficialmente num partido, mas fragmentada pelas muitos outros restantes?

 

A 4ª Internacional, pela ironia da história deveria saber melhor que ninguém que na separação e na fragmentação reside o grande ponto fraco de qualquer esquerda e, pensando que os ideais dos POUS não são assim tão distantes de imensos outros partidos no triângulo descritos no anterior artigo, a grande questão é quando transformar os seus míseros 0,08% numa união marxista-leninista para tentar voltar aos seus tempos áureos de mais que 5, 10, 50 ou até 100 mil votos.

 

O POUS continua a ser, uma 4ª internacional claramente não credível e que apenas pode ser classificada como um sonho em chamas e queda livre, embora este seja a par com o PNR o único cumpridor das leis da paridade.

 

 

 

Mood:: sonhador como o POUS
Música: The Mars Volta - Tentagrammaton
Por Parleone às 12:32
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Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Europa V: a chaga dos Portugueses (uma análise diferente aos resultados das Eleições Europeias)


5) Bloco Movimentalista

 

Muito tenho eu falado sobre os neo-pequenos partidos da política recente que deram azo a que o boletim de voto fosse uma folha com 13 alternativas partidárias. Na verdade, já aqui os louvei dando-lhes o mérito de muitos se concentrarem realmente na discussão Europeia enquanto os restantes maioritariamente não se interessavam. E após ver os resultados destes, bem como os parcos resultados de Brancos e Nulos, apenas posso dizer que os mais de 5% de votos que conseguiram ainda são representativos de uma tendência de voto na alternativa. De louvar o resultado do MEP com 1,5%, depois de uma agressiva campanha de alta propaganda tal qual CDU.

 

Mas falo aqui destes partidos pois vi, recentemente, um comentário a um artigo do Público que referia algo que até hoje nunca tinha ouvido: O Bloco Movimentalista – a união entre os neo-pequenos partidos apelidados de Movimentos como o MEP, MPT e MMS (e quem sabe outros que também queiram jogar à bola).

 

Ora pensar que uma nova ordem política crítica de agregação ideológica poderia nascer tendo uma representação automática de 2% a 5% (dependendo dos critérios de inclusão) é sem dúvida um cenário de grande mudança, sendo que o mesmo aconteceu com o Bloco de Esquerda há 10 anos atrás.

 

No entanto, toda esta esperança esfuma-se na divisão ideológica destes pequenos partidos. Não conseguiria ver uma união entre os liberais ambientalistas do MPT e os neo-liberais democratas do MMS. O único que tem uma vantagem (e também uma desvantagem) é o MEP, que devido ao seu discurso de ideologia incerta e não muito clara, se situa numa linha ténue entre uma imagem de PS com pensamentos de PSD, possibilitando por exemplo uma associação ao MMS (mais provável) ou ao MPT (menos provável, devido à história deste movimento). Por sua vez, uma união entre POUS e PCTP-MRPP é impossível devido às suas contínuas diferenças ideológicas nas suas seitas marxistas-leninistas, e uma união entre o MMS e o PNR é igualmente muito distante devido à vertente de organização económica de forma corporativista do primeiro vs. a organização económica social-cooperativista do segundo (derivado das suas inspirações nazis).

 

A única união que veria provável, para além do MEP e MMS, seria a do PH e do MPT (e quem sabe possivelmente destes dois no Bloco de Esquerda) devido às não contradições entre eles e uma relativa correlação ideológica. Apesar da primeira alternativa ser desastrosa, pois apenas iria resultar numa menor alternativa (visto que ambos os partidos têm potencial para crescer e tiveram bons resultados dentros dos pequenos partidos), a segunda iria fomentar um crescimento agressivo de uma esquerda já bem representada no Bloco de Esquerda, deixando-o mais concentrado em ganhar eleitorado ao PS e crescer como partido de alternativa ao poder/governo/centrão.

 

Mood:: Expectante
Música: outra vez Lily Alen - The Fear (culpem a rádio e o pandora)
Por Parleone às 15:06
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